Juventude de ontem x Nossa juventude

Desde muito pequenos ouvimos falar sobre como a juventude é feliz, é complicada e principalmente, como ela vive intensamente – algumas vezes – essa fase da vida.
Quando eu era pequena, queria muito ser jovem, poder namorar, poder ouvir música alto, poder participar de um grupo de jovens – no meu caso – e tantos outros desejos que meu coração ainda pedi por eles, porque afinal, ainda não realizei todos os meus sonhos da infância. Pensando nisso, meu coração se acelera. Ok. Só tenho 17 anos, mas a minha vida sempre foi meio madura demais, com 11 anos eu já participava de grupo de jovem, ou melhor, eu já era uma liderança jovem no meio que vivo. Agora, começa o primeiro semestre da faculdade, que sejamos francos, todo mundo diz que passa voando, e eu honestamente acredito que voe mais do que o ensino médio. Depois da faculdade, vem de fato a fase adulta, embora eu já me sinta quase adulta.

Mas afinal, qual a realidade da juventude hoje? Será que é a mesma dos tempos da minha mãe que eles pintaram o rosto e saíram às ruas pedindo para que Collor se retirasse do poder? Ou será que somos tão acomodados a ponto de não saber realmente quem governa o país, ou quais os seus principais acontecimentos?

A juventude no Brasil representa uma grande parcela da população, sejamos justos, na década de 1980 ou ainda 1990 o estudo ainda era precário, e raramente os jovens faziam faculdade, por n motivos, um deles, as condições financeiras e governamentais. Hoje existe o ENEM, PROUNI, diversas cotas e financiamentos oferecidos pelo governo federal, fatos que não aconteciam a alguns anos atrás, então, o jovem de hoje quer – em sua maioria – cursar o nível superior e tem mais acesso a ele. 

Entretanto, os valores se inverteram de tal forma que muitos jovens, eu disse MUITOS, ainda estão patinando no ensino fundamental e o que é mais deprimente não dão a mínima para a educação. Na maioria das vezes, são esses que acabam se envolvendo com o crime, as drogas ou não menos pior a prostituição.

Precisamos fazer alguma coisa, precisamos conscientizar as pessoas, mas antes disso, precisamos nos livrar de tudo o que nos afasta do outro e agir como verdadeiro ser humano, a juventude de hoje é sim acomodada e o mundo pedi socorro, os viciados, os prostituídos, os que passam fome.

Ainda assim, acredito na força da união, na força da justiça, como dizia uma peça de teatro, que possamos somar as nossas vozes na luta, por mais acomodados que sejamos, ainda existe uma coisa dentro de cada um que se chama JUVENTUDE, e quando deixamos essa voz falar, transformamos o mundo

Gabriela Guido

Sobre se transformar em um super herói

ImagemMe pego pensando agora, nos últimos dias de férias, em junho de 2011, quando eu comecei a contar quantos meses faltavam para começar as aulas na faculdade de Jornalismo. E quem me conhece sabe, tinha que ser na UCPEL, não pode ser em outro lugar. Hoje, segunda feira, 18 de fevereiro me emociono na contagem, falta apenas 7 dias. 

No sábado passado – 16 de fevereiro – fui à formatura de jornalismo, e ninguém pode imaginar como me senti, como me imaginei daqui 4 anos e como me sinto cada vez mais realizada com a ideia de ser jornalista, afinal, “estudar comunicação social é talvez um sintoma de que os heróis não morrem, mas respiram dentro da gente”.

Sei acima de tudo que a caminhada não é fácil, e que em momento algum começamos do topo, do contrário, de degrau a degrau é que chegamos ao topo da escada, e por mais estranho que seja, por mais difícil que sejam subir esses degraus, são eles que nos tornam capazes para chegar no andar de cima. 

Hoje, digo, dia 25 de fevereiro, começarei a viver essa história em quadrinho, do mundo dos super – heróis, onde o Superman não vai mais ser tão distante de mim, eu vou começar no chão, e pouco a pouco conforme a vontade de Deus e o meu esforço subirei os degraus, e de tempo em tempo irei me transformar não meramente no Superman ou Mulher Maravilha, tenho a plena certeza de que serei um “herói” como ele, não deixarei de fazer a justiça que a cada minuto que passa grita no meu coração e pedi para ser liberta. Tampouco deixarei de ver o homem como ele realmente é – sem ganância – por que ganância é coisa de vilão, e os super – heróis lutam contra todos esses vilões do mal. 

Não posso deixar de citar o que ouvi certa vez em um vídeo, o discurso do orador de uma turma de jornalismo, citação que ouvi novamente na formatura do meu amigo sábado: “Jornalismo é uma profissão que não é você que escolhe, é que em um determinado momento da vida ela olha pra você e diz: exerça – me!”. Ouvi também que se não tiver paixão não será plenamente, pois então que a paixão que sinto se torne cada vez maior, neste momento ela é tão grande na minha vida e transpareço tanto que não é somente eu que me emociono ao falar desse sonho que está cada vez mais próximo de mim, mas todos que estão a minha volta enchem os olhos de lágrimas e ficam me imaginando um dia no patamar mais alto da escada da vida.

Gabriela Guido

Um Sorriso e Uma Lágrima

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Hoje aconteceu de novo, mais uma vez em sete anos me despedi dele.
Quando o vi no domingo pela manhã, senti uma coisa que nunca havia sentido antes, pelo menos não dessa forma. Senti uma vontade de chorar e de repente, pude enxergar que o pouco de cabelo que lhe resta já está ficando branco e seu rosto já não é mais tão cheio de vida como era aos meus nove anos.

Está certo, não temos mais a mesma convivência que de alguns anos atrás, mas há dias que eu me deito e penso constantemente nele e como seria nossa vida se estivéssemos perto, se nunca houvesse me separado dele. Choro e com pesar lamento ele não conhecer a minha rotina, não saber os nomes dos meus amigos, não me xingar quando preciso, nunca ter me visto jogar futebol e não conhecer nenhuma das minhas canções…Mas hoje, hoje não reclamei nada disso. Estou sendo consumida por uma onda de arrependimento, por todas às vezes que o julguei sem saber o que se passava em seu coração.  Mais forte ainda o medo de essa ter sido a despedida, e não simplesmente uma despedida. Quando subi no ônibus e o vi sorrindo, abanando como um sinal de adeus, doeu no peito e de repente me deu uma súbita vontade de descer dali e ir correndo abraça – lo. Se eu pudesse traze – lo de volta aos meus dias… Se eu ainda pudesse ver aquele sorriso novamente hoje, hoje eu dormiria feliz.

                                                                                                                                     30/04/2012

Hoje, mais uma vez meu coração doeu.
– Oi pai, feliz aniversário!
– Oi minha filha, fiquei muito feliz que tu ligaste! 
– Vai ter festa pai?
– Não, só uma lasanha para os de sempre…
Meu coração chorou, e minha alma quase saiu de mim, as circunstâncias da vida não me fazem ser de sempre, a distância, a amizade, o amor, nada é como quando eu tinha 7 anos. No seu aniversário de 37 anos eu lhe dei um presente que o pacote era verde, e nós os três (eu, ele e minha irmã) tiramos uma foto, ele estava de óculos e é o único aniversário dele que me lembro. 
O amor que sinto em meu coração não muda, eu o amo do mesmo jeito, e sinto saudades de quando ele tinha 37 anos.
Ah, o tempo, sempre marcando um tempo!

Gabriela Guido