Arco íris do primeiro amor II

Quando o tempo passar, tenho certeza, chegarei ao fim, ou ao grande topo desse caminho tão cheio de verde – rosa – azul, mas que às vezes borra com neutralidade tudo aquilo que deveria ser colorido.
Ah, meu Deus se ainda tivesse os anos que tinha quando inocentemente escrevi uma história com esse nome, se acaso ainda tivesse aquele sonho de chegar o final do ano para encher os olhos e aquecer o coração com aquelas aconchegantes casas iluminadas, por mais simples que fosse, e às árvores da praça enfeitadas. 
Naquela época eu ainda estava aprendendo a ter equilíbrio em uma bicicleta sem rodinhas, eu ainda chegava em casa e brincava com minhas Barbies antes do jantar – eu ainda jantava. Hoje a minha vida é feliz, mas quando olho para as crianças, sinto saudades das coisas mais simples da vida, de comer Ioiô escondida depois de ir comprar feijão para a avó na venda da esquina, brincar de se esconder e de sonhar em ser igual as Patricinhas de Beverly Hills.
Quanto ao Arco Íris do Primeiro amor I, eu não sei onde guardei, mas a história sonhava em ser exatamente o que eu sou agora.