Chorei

Por: Gabriela Guido

Sabe aquelas correntes do falecido orkut: “mande essa mensagem para todos os seus amigos ou poderá ficar sem nenhum..”, ou aquele famoso texto: “Um dia nossos filhos olharão aquelas fotografias e perguntarão: quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos, e isso vai doer tanto…”, pois então, hoje abri meu baú de lembranças e encontrei algumas fotografias, um tanto quanto empoeiradas pelo tempo que não as via, passei a mão sobre elas, afim de tirar o pó e em cada uma delas iam se abrindo sorrisos e me refrescando a memória; de repente comecei a ouvir aquelas risadas, aquelas bobagens e por um instante, ao invés de rir, chorei. Chorei de saudades de quem éramos e de alegria por quem somos hoje, não que a essência tenha mudado, mas é que a medida que a vida passa, nós crescemos e ficamos diferentes, mas no fundo ainda somos aquelas crianças que riam de palavras estranhas e choravam por motivos torpes. Chorei não porque eles estão longe, mas porque entendo a distância de cada um e não os julgo por isso. Chorei não porque gostaria que o tempo voltasse, mas por desejar aquele abraço coletivo de novo. 
Queria ver aqueles sorrisos, então coloquei um DVD onde quase tive o momento de novo, os sorrisos se abriam e pelo que pude ver as conversas não eram difíceis de engrenar naquela época e a vida era muito mais fácil, afinal, ninguém trabalhava, ninguém tinha tanta responsabilidade. 
É engraçado como não aproveitamos o presente, estamos sempre pensando no futuro, em como eu vou ser quando tiver 30 anos ou 50, com quem vou conversar e o que vou contar para os meus filhos. Hoje eu percebi que muitas histórias eu já tenho e deixarei sempre ali guardadas na minha caixinha de memórias, onde possui fotos, bilhetes de fofinhas, músicas que eu não parava de ouvir e hoje nem lembro da letra, endereços de lugares que fui e principalmente aquilo que se qualquer outra pessoa abrir minha caixinha não verá, a essência daquela época, as memórias, as risadas e tudo que já citei antes.
Estou feliz, porque a maioria de nós seguiu um caminho bom, alguns já estão quase casando, outros ainda no inicio do relacionamento, estamos todos estudando, ninguém está triste e eu só posso agradecer a Deus por isso e dizer uma ultima coisa, parte do que eu sou hoje e grande parte do meu bom humor é graças a tudo que vivi. 

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“E só de lembrar meu pranto caí…”

O maior mistério da vida, a morte.

É engraçado como a morte nos pega de surpresa. Estamos todos felizes, conversando sobre assuntos alheios e dando risada, de repente alguém sem muito convívio vem e diz: “Fulano teve um infarto e morreu.” Ai todos nós ficamos perplexos, sem nem mesmo ter muito contato com o falecido. 
O ser humano não consegue aceitar que toda a vida tem um fim, é claro que algumas são precipitadas e sabemos disso, mas o que corrompe os nossos corações é a angustia de de repente sair na rua e nunca mais ver uma pessoa, ou ouvir uma voz e esse nunca é de verdade mesmo. 
Por isso devemos sempre deixar quem amamos com palavras de carinho e isso Shakespeare já dizia, nunca vamos saber quando está na sua hora de partir e se por um acaso foi um desentendimento as ultimas palavras proferidas, parte de nós morre também.
Ainda é um mistério e acredito que seja a unica coisa que o homem tenha medo de fato, a morte. Entretanto, não existe pior morte do que a morte em vida; quando a pessoa não quer mais saber de sonhar ou até mesmo de se olhar no espelho por um instante e se amar, não existe maior dor do que perder o sentido da vida. Esse sentido tem apenas um nome, DEUS.

Ser comunicador

Por: Gabriela Guido

Ser comunicador é no mínimo um regalo de Deus.
Quando paramos para pensar, descobrimos que não escolhemos a comunicação, mas em um determinado dia ela nos escolheu. A comunicação é também um presente para a sociedade, onde de um jeito ajudamos na liberdade de expressão e na busca constante da verdade. Ser jornalista é ter consciência dos perigos que corre e mesmo assim se meter nos lugares mais perigosos de uma cidade desconhecida para mostrar a verdade as pessoas e mudar a realidade de muita gente que espera cada um de nós, jornalistas. Ser publicitário é fazer milhões de corações chorar vendo uma criança brincar na gangorra sozinha a espera de um pai que nem sequer a conhece e depois fazer descobrir que todo mundo tem o direito de ter um, e também que toda a relação é um presente, mesmo às vezes sendo incoerente. É ser um super-herói, onde todos os dias tentaremos salvar pessoas de esgotos a céu aberto, traficantes e políticos mentirosos. É se emocionar com a sua própria matéria. É ter todo o poder a seu favor ou contra você e conseguir fazer com que o povo veja credibilidade em você. É não se entregar, porque, super-heróis salvam o mundo até mesmo no mundo mais perigoso, lembremos do Tim Lopes. É ser humano, afinal, até os heróis possuem o direito de sangrar.

E por fim, estudar comunicação social é talvez um sintoma de que os heróis não morrem, mas respiram dentro da gente.