Confiar, sorrir e sempre acreditar

Por: Gabriela Guido

A confiança é o assunto de hoje, porque só quem conhece esse sentimento sabe o quanto as coisas dão certo quando ele existe dentro da gente. Confiar na amiga, na irmã e no namorado, mãe já é sinônimo de confiança.
É impossível pensar em alguma coisa que tanto se quer sem acreditar que algum dia, em algum lugar do mundo ela vai acontecer.
Como seria bonito se todo mundo acreditasse em seus sonhos, se toda a semente virasse flor, e se todo amor fosse amor.
Às vezes paramos para pensar se tudo o que é idealizado por nós de fato poderá ser verdade… As coisas conspiram a favor daqueles que amam a vida, que acreditam em todas as formas de amor, que acreditam em si mesmos. Renato Russo já dizia que era claro que o sol (felicidade, amor, esperança) iria voltar no outro dia, mais uma vez, e que a nossa escuridão é bem mais clara do que a de muita gente que nem olhos tem mais para enxergar – e no entanto – continuam lutando.
Meros mortais, simples seres humanos e um tanto quanto mediucres quando o assunto são os próprios sonhos.

A verdade é que todos deveriam ouvir a música do Renato Russo.

“Mas eu sei que um dia a gente aprende, se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo, quem acredita SEMPRE alcança…”

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(Fotografia: Gabriela Guido)

Repórter de Guerra – Opinião

Por: Gabriela Guido

A profissão dos apaixonados, já diziam os poetas, repórteres, âncoras e todos os jornalistas, e realmente pessoas apaixonadas são capazes de tudo, e são os maiores desafios da profissão que fazem o coração palpitar e a ansiedade ficar a flor da pele. Entretanto, nem sempre nós – os apaixonados – devemos nos deixar levar por esse sentimento, o filme The Bang Bang Club (no Brasil: Repórter de Guerra) nos faz refletir sobre isso, quando o fotojornalista Sul-africano Kevin Carter fotografa uma criança faminta sendo rodeada por um abutre no Sudão – país até então arrasado por uma longa guerra civil – enquanto tentava chegar a um centro de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU); Kevin recebeu um Pulitzer (prêmio direcionado a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área de jornalismo, literatura e música) por causa de sua fotografia que chocou o mundo, porém, ele foi questionado sobre o destino da criança, questões essas que não soube responder, então apenas disse que estava fazendo o seu trabalho. Tudo bem, a fotografia mudou a consciência de muitas pessoas que antes só pensavam em si próprias, porém, é incrivelmente desumano ver alguém nesta situação e não fazer nada para ajudar, essas questões levaram o fotojornalista ao suicídio em 1994, segundo informações, ele acreditava que poderia ter feito algo.

“Estou deprimido… Sem telefone… Dinheiro para o aluguel… Dinheiro para sustentar as crianças… Dinheiro para dívidas… Dinheiro! Estou assombrado pelas vívidas memórias de mortes e cadáveres e raiva e dor… De morrer de fome ou de crianças feridas, de loucos com dedos no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos assassinos… Eu tinha que ter ido junto com Ken (Ken Oosterbroek, seu colega fotógrafo que havia falecido há pouco tempo) se eu tivesse a mesma sorte.” 

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(Fotografia: Kevin Carter – 1993)

Precisamos ser humanos antes de sermos jornalistas ou qualquer outra coisa, o importante é que saibamos o valor que cada pessoa tem e o que significa nossa profissão; não somos máquinas fabricantes de noticias, somos psicólogos do povo, somos o único poder que o povo tem, portanto, é preciso às vezes deixar os nossos sentimentos falarem mais alto do que o capitalismo, o maldito dinheiro que só existe para nos causar problemas.