Pelotas, de “Mal cuidada” à um passo da sustentabilidad

Pelotas é uma cidade com vários pontos de poluição, locais perto de moradias que acabam juntando resíduos de todos os tipos. Já são vários casos de doenças obtidas por pessoas que moram próximas a estes locais.
Pensando em mudar essa situação, a prefeitura municipal do município criou o Ecoponto Municipal de Pelotas, que vai abranger as cinco macroregiões da cidade – Fragata, Centro, Três Vendas, Areal e Laranjal. O local vai receber resíduos de papelão, plástico, vidro, entulhos da construção civil e móveis de madeira.
Jussara Brandstetter, moradora do bairro Três Vendas fica feliz com a inauguração do local, já que próximo a sua residência os vizinhos juntavam muito lixo “Pode ser que agora todos tenham consciência de que existe um local adequado para o lixo.” Jussara explica que na frente da sua casa todas as semanas móveis velhos, podas de árvores e até eletrodomésticos estragados era jogados ali, para ela, a iniciativa da prefeitura é uma mão na roda, já que sem o montante de lixo próximo da sua residência, muitas coisas podem ser evitadas.

 

Inauguração do Ecoponto Municipal de Pelotas será na próxima segunda- feira- https://blogdasonhadora.wordpress.com/2016/03/17/inauguracao-do-ecoponto-municipal-de-pelotas-sera-na-proxima-segunda-feira/

Ecoponto Municipal, um ganho para a cidade https://blogdasonhadora.wordpress.com/2016/03/17/ecoponto-municipal-um-ganho-para-a-cidade/

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Ecoponto Municipal, um ganho para a cidade

Opinião.

Quem passa por vários terrenos baldios em Pelotas (e em qualquer cidade) vê uma centena de lixos de todos os tipos jogados, desde materiais recicláveis comuns – como papel, plástico, vidro, etc – como também aparelhos eletrônicos e outros tipos de resíduos, até mesmo óleo de cozinha.
É muito fácil reclamar do poder público quando nem mesmo o cidadão ajuda a manter a cidade limpa, e sempre vemos quando acontecem catástrofes naturais, pessoas colocando a culpa na administração da cidade, no entanto, não olham para si mesmas e enxergam que seus atos contribuem e muito para tais situações de desespero.

Mas agora a população pode mudar seus hábitos e levar seus resíduos para o Ecoponto Municipal, lá serão aceitos materiais como papelão, vidro, plástico, mobiliário, podas de árvore e entulhos da construção civil.

A cidade está se encaminhando para um “Mundo Sustentável”, como diz a Campanha da Fraternidade 2016 “Casa Comum, nossa responsábilidade”, então, basta torcer para que este seja o início de uma cidade mais limpa e consecutivamente com menos catástrofes.

Inauguração do Ecoponto Municipal de Pelotas será na próxima segunda-feira

 

Local deve receber materias reciclados inertes a partir do dia 7 de março

Gabriela Guido

Pelotas. O Ecoponto Municipal de Pelotas localizado na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira terá sua abertura oficial ao público na próxima segunda feira, 7 de março às 9h30.

O secretário de serviços urbanos, Luiz Vanderlan, explica que o atraso aconteceu porque o local só ficou pronto agora, segundo ele a compra dos equipamentos foi um dos fatores.

O projeto que contempla cinco macroregiões da cidade – Centro, Areal, Fragata, Três Vendas e Laranjal – tem como principal objetivo fazer com que a população faça o descarte correto de seus resíduos recicláveis. Vanderlan conta que o local terá toda a infraestrutura para receber os materiais, são quatro coletoras de um metro cúbico, três de três metros cpubicos e um contêiner onde deve funcionar o escritório.

De acordo com ele o Ecoponto Municipal é um posto de recebimento de material para pequenos geradores, podendo cada pessoa levar um metro cúbico e meio por dia.

Os resíduos que serão descartados ali já tem destino, o local vai funcionar em parceria com as Cooperativas de reciclagem da cidade. Cada cooperativa vai ficar ficar um mês selecionando os materiais.

Para a população que já pensa em se desvencilhar de seus detritos é bom ficar atenta aos horários de funcionamento: Das 8h às 12h – das 14h às 18h, de segunda a sexta – feira, e aos materiais que poderão ser descartados no Ecoponto: vidro, papelão, mobiliário, podas de árvore, plástico e entulhos da construção civil, não serão aceitos lixos eletrônicos e pilhas.

Logística Reversa:

A gestão inadequada dos lixos gera inúmeros danos ambientais que comprometem a qualidade de vida, como por exemplo a emissão de gases nocivos pela putrefação, depósito em áreas de preservação ambiental, e descarte em áreas pluviais, provocando alagamentos.

A política nacional de resíduos sólidos (PNRS) introduziu pela lei nº12305, de 2 de agosto de 2010 que destacam–se a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e logística reversa. Nos termos da PNRS a logística reversa “é o conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume desses resíduos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei.”,

ou seja, o estabelecimento que comercializa os produtos que futuramente se tornarão resíduos sólidos precisam recolher esses resíduos.

Locais que aceitam resíduos não coletados pelo Ecoponto Municipal:

Produtos recicláveis ou perigosos ao meio ambiente devem ser entregues em locais conveniados com a prefeitura:

Medicamentos vencidos: Farmácias Panvel Filial do Calçadão da Andrade Neves e Farmácias São João;

Pilhas e baterias: Supermercados Peruzzo – Praça 20 de Setembro e Laranjal – Telefone (53)3227-4022 / (53)3278-8599; Lojas C&A – Centro – (53)21230005; Macro Atacado Treichel – Três Vendas (53)32737374;

Lâmpadas Fluorescentes: Supermercado Peruzzo;

Óleo saturado (de cozinha): Ronald’s Coleta (53) 9107-6336 / (53) 9947-1665;

Resíduo Eletrônico: CEADI Planeta Vivo – Rua Lobo da Costa, 1274 – (53) 3028 8279; Cooperativa de Lixo Eletrônico – Marcílio Dias, 392. Fone: (53) 8127-7026;

Embalagens de Cosméticos: Lojas O Boticário;

Locais que aceitam resíduos que não são aceitos pelo Ecoponto Municipal

Produtos recicláveis ou perigosos ao meio ambiente devem ser entregues em locais conveniados com a prefeitura:

Medicamentos vencidos: Farmácias Panvel Filial do Calçadão da Andrade Neves e Farmácias São João;

Pilhas e baterias: Supermercados Peruzzo – Praça 20 de Setembro e Laranjal – Telefone (53)3227-4022 / (53)3278-8599; Lojas C&A – Centro – (53)21230005; Macro Atacado Treichel – Três Vendas (53)32737374;

Lâmpadas Fluorescentes: Supermercado Peruzzo;

Óleo saturado (de cozinha): Ronald’s Coleta (53) 9107-6336 / (53) 9947-1665;

Resíduo Eletrônico: CEADI Planeta Vivo – Rua Lobo da Costa, 1274 – (53) 3028 8279; Cooperativa de Lixo Eletrônico – Marcílio Dias, 392. Fone: (53) 8127-7026;

Embalagens de Cosméticos: Lojas O Boticário;

Cabra da peste, essa tal de saudade

mini gabi

Gabriela Guido

A gente nunca sabe explicar o que isso significa, mas deve. Porque saudade é tudo aquilo que a gente já sentiu um dia, e pensa que não sente mais, daí o pensamento nos apresenta alguns capítulos.

De repente vem no pensamento o dia que andei de bicicleta sem rodinhas pela primeira vez, aquela bicicleta roxa na rua do lado de casa, tá certo, eu bati no portão de uma casa e cai, como tudo na vida, a gente precisa de ajuda no começo, nos equilibramos no começo, mas sempre aparecem algumas barreiras que nos fazem ir ao chão. Isso acontece. Isso sempre acontece. Tem também aquele dia que ninguém queria brincar comigo na gangorra porque eu era mais gordinha do que as outras meninas, não sinto saudades desse dia, mas sinto daquela época. Esses dias me peguei pensando na primeira noite de insônia que eu tive por causa de coisas do coração, foi uma bobagem: eu conheci o guri naquele dia, achei lindo, e ele riu pra mim. Não sinto saudades do guri, porque não tenho do que sentir, foi apenas um sorriso, mas aquela sensação se repetiu algumas vezes, algumas mais fortes, outras foram engano.
Uma vez fui para Santa Cruz do Sul, no ENART, com meu pai, minha mãe, minha irmã e uma enorme amostra folclórica. Dei tchau para minha Barbie preferida e entrei no carro. Desde pequena sempre desconfiei que tivesse Toc – além de caminhar dentro dos quadrados dos azulejos da rua sem tocar nos cantos e ter que sempre tocar em uma coisa com as duas mãos – naquele dia (11/11/2004 se não me engano) eu conheci os tais caminhões Maersk, inventei de dar oi para um (sim, oi para um caminhão), até hoje quando um passa por mim eu conto minha história de vida… Aquela foi a nossa ultima viagem a média distância juntos, ninguém sabe porque eu gosto tanto daquela música “eu sou apenas um rapaz latino-americano e sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior…”, dizem que o Belchior é chato pra c*#$@!, mas eu adoro ele, porque foi ele que cantou a trilha sonora daqueles quilômetros, daqueles quatro dias. Quando eu escuto Apenas um rapaz latino-americano e Medo de avião, eu lembro daquele dia, a saudade toca de leve no meu coração, e eu não fico recordando as noites mal dormidas, mas me vem na lembrança a curiosidade da minha irmã, querendo saber o que os jovens faziam naquelas barracas que se balançavam, as ruas bonitinhas e enfeitadinhas de Santa Cruz, o orgulho que a minha mãe sentiu de mim ao me ver representar toda uma região naquele ginásio da Oktoberfest que estava tirando gente pelo ladrão, e o meu pai me apresentando para todo mundo que ele conhecia: “Essa é a mimosa do gordo!”
Quando criança eu ouvia algumas coisas estranhas, que mais tarde, bem mais tarde, entendi que eram as famosas DR’s, e todos os dias meu pai acordava de manhã e fazia meu leite com Nescau, só que um dia eu cheguei do colégio pra almoçar e as malas dele estavam prontas. Ele foi embora, e nunca mais fez meu leite com Nescau. Não sinto falta das DR’s, nem daquele dia dois de agosto, mas sinto um vazio toda vez que lembro do leite com Nescau. Por isso, não me julguem quando eu publicar a música do chato do Belchior, é a saudade querendo me teletransportar para uma vida que, em parte, não é mais minha há muito tempo e que em suma, é tão minha que nenhuma outra música me levaria para lá de novo, se não fosse essa.
Vários poetas escreveram sobre a saudade – eu estou longe de ser um – mas sei que nem o Aurélio conseguiu descrever exatamente, e que a palavra se parece em quase todas as línguas, Rosa de Saron disse em uma música que “saudade não tem tradução”.
Tu te engana, meu caro amigo, se pensa que saudade é um sentimento ruim, pelo contrário, a saudade fortalece laços: tu sente saudade do beijo de uma pessoa, morre de vontade, a cada segundo que passa aumenta mais, e sem que tu perceba, o carinho que tu sente também aumenta. Tudo bem, não é bom que seja demais!
Quero pedir desculpas aos meus amigos, por não citá-los aqui, mas vocês sabem, sabem muito bem que eu sinto saudade de tudo que é nosso, de ir para a Dom Joaquim só para achacar os bicos, de fazer competição de quem come mais (sempre estive nas primeiras colocações, acreditem vocês – leigos – ou não); a propósito, vocês lembram de quando comi 16 cachorros-quentes das oito da noite às dez e meia e de madrugada mais cinco? Eu não sinto saudades do que me aconteceu depois!

Desculpem por repetitivamente falar a palavra saudade, peço ao bom e velho português a tal da licença poética, já que sou metida a escritora. Saudade que dói é aquela que quer que o tempo volte para poder mudar certas coisas – não deixar o menino atravessar a rua sozinho, pedir desculpas, dar o último adeus, evitar falar certas coisas – mas sabe que é impossível… E quando ela vem, a única coisa que nos resta, viventes, é pensar que com as outras pessoas, as que ainda não morreram, as que recém estão chegando, a gente pode segurar a mão para atravessar a rua, pode ter humildade e falar as coisas que não gostou, e pedir desculpas, com essas pessoas que ainda estão aqui, a gente pode e deve sempre deixá-las com palavras de afeto e com o coração sincero despedir-se com um abraço, porque na vida a única certeza que se tem, é a morte. Com essas pessoas que ainda temos, podemos nos lapidar e dizer o quanto elas são importantes, o quanto a opinião delas conta e muito para as nossas vidas, invés de largar o famoso “tô nem aí!”. Porque, por mais bonita que ela seja, ninguém paga a conta dela, e naquele momento que a gente lembra daquela pessoa que nunca mais vamos ver, porque já foi morar com Deus, a gente tenta lembrar da voz, e a voz desaparece, o cheiro desaparece, tudo desaparece! Naquele momento a gente só tem a saudade, cabra da peste, essa tal de saudade!

Às vezes a gente precisa mudar, se arriscar… Seguir a voz do coração, porque por mais doloroso que seja renunciar algumas coisas, de vez em quando é preciso. De vez em quando é preciso sorrir, mesmo que por dentro só exista tristeza e entender nesse momento que muitas pessoas vão acreditar nesse sorriso, aquelas que não te conhecem, aquelas que não te amam… Mas às vezes é necessário chorar também, lembrar de tudo que aconteceu, de tudo que nos fez bem. Nem que isso tenha sido uma mensagem no celular ou um simples sorvete na praia. Aquelas coisas que agora só vão ficar na lembrança mesmo. Porque o tempo é cruel, ele não volta! 

Esse tempo, ah… Ele é tão confuso e tão desnecessário! Eu não queria ter que usar relógio, queria ver meu sobrinho crescer lentamente, para não roubar dele a parte mais bonita… Mas eu também queria que ele passasse voando, dizem que o tempo cura tudo, né!?

Não sou muito boa com as palavras, então o texto acaba por aqui!

Ser livre

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Temos sempre muitas opções, muitos caminhos à seguir, mas sempre nos corrompemos quando ficamos em dúvida de qual caminho seguir. Certa vez, olhando escolhendo livros pela capa, dizia em uma delas (das capas): “Sempre que houver escolha, haverá dúvida.“, e é exatamente isso que acontece. E o que tem de se fazer? Nesses casos, pensar com o coração, porque certamente o que vai nos fazer feliz é aquilo pelo qual o nosso coração anseia e grita! E então, abrir as asas e voar para a tão sonhada liberdade não importando se o dia está cinza ou azul!